• Estes são os posts do marcador "vida cristã"
  • Pornografia para todos



    vi no Genizah

    Saiba mais em www.just1clickaway.org

    Arranca-o

    Esse é um curta produzido pelo pessoal do Manifesto que está concorrendo no Festival de Curtas do Tribal Generation. Se gostar, vote neles.

    Pequenos Desabafos

    Não aguento mais ter que encher um texto de versículos só para provar que ele é “bíblico”…


    Não aguento mais gente que não lê um texto ou um livro e quer criticá-lo…


    Não aguento mais gente que diz: “Eu sei que é assim, mas não posso dizer isso, se não a comunidade não vai aguentar…”


    Não aguento mais ler blogs “apologéticos” que mais se parecem com uma revista de fofocas gospel…


    Não aguento mais ver gente criticando “posturas teológicas” sem ter o mínimo conhecimento de teologia…


    Não aguento mais e-mails e comentários críticos que recebo, que não passariam pela revisão de português da primeira série do ensino fundamental…


    Não aguento mais a interpretação literalista de textos como Gênesis de 1 a 11 e de ser chamado de liberal por gente que crê na serpente que fala…


    Não aguento mais congressos/acampamentos cujo tema é “santidade” (leia-se “não transar”, “não beber”, “não fumar”, etc)…


    Não aguento mais pregar em eventos onde as “questões fundamentais” são “crente pode ouvir música do mundo?” “crente pode sair pra dançar?”…


    Não aguento mais chavões evangélicos do tipo “vai dar tudo certo em nome de Jesus”…


    Não aguento mais músicas “evangélicas” feitas “em série” e com fórmulas prontas para “venderem muito”…


    E em certos momentos, confesso, nem eu me aguento com tanta coisa…





    José Barbosa Junior, Curitiba, 16/04/2012

    Confiar Desconfiando

    Era um sábado pela manhã quando cedi à tentação de ligar a televisão. Todos ainda estavam dormindo. Sem TV a cabo, zapeei pelos canais abertos a procura impossível de algo interessante.
    Parei para assistir um pastor “evangélico” fazer a sua exposição “nada” bíblica. Estava com um bonito livro na mão, uma Bíblia, à qual ele atribuía o poder de, se os compradores dessem atenção aos comentários de rodapé, ficarem ricos. Continuou dizendo que se nós, telespectadores, não tínhamos uma vida de devoção à igreja, de forma que não investíssemos nossos recursos nela, igreja (com “i” minúsculo mesmo), estaríamos vulneráveis aos ataques do “gafanhoto migrador” (figura que simboliza a devastação de nosso bens materiais como fruto de maldição) devido a porta que, pela falta das ofertas na igreja, abriríamos ao diabo.
    Fiquei pasmo! Como pode alguém em rede nacional, apelar ao medo para conseguir dinheiro, manipular a fé das pessoas para conseguir realizar os seus sonhos megalomaníacos.
    Pensei em mim e em outros tantos amigos que tentam a duras penas exercer um ministério sério. Quase me canonizei…
    Mas pensei um pouco mais. Nunca pedi dinheiro dessa forma, nem lancei mão do citar maldições como o pastor o fizera, mas já usei o medo para conseguir algo de uma pessoa, já criminalizei o mundo e desviei a minha culpa culpando estruturas espirituais, já fui pedra de tropeço para a fé de mais novos pura e simplesmente para vencer uma discussão religiosa.
    Pedi perdão na hora. Primeiro por me achar um santo em relação àquele homem; segundo, por me lembrar que também manipulei a fé de outros para conseguir algo para mim ou meu ministério.
    Fé é algo sagrado. O coração das pessoas também.
    Manipular a fé de outrem para que gravitem em torno de alguém ou de uma instituição é pecado.
    Muitas instituições fazem com que as pessoas vivam em função delas. Geram, assim, indivíduos tímidos em relação à vida, dependentes em relação à fé e confusos em relação a si mesmos.
    A Igreja existe para viver em função das pessoas, gerando pessoas autônomas que sabem viver a vida como um todo de um jeito cristão e, cuja fé madura, sabe discernir entre o bem e o mal sem a necessidade de um tutor.
    Assim, pastor é um guia espiritual para o rebanho e não um oráculo ao qual devemos obediência irrestrita. E ele não guia sozinho, o faz com a ajuda dos irmãos mais maduros na fé, todos guiados pelo Espírito Santo à luz das Escrituras.
    Portanto, gente querida, confiem mas desconfiem. A régua é a Bíblia Sagrada. A chancela é o Espírito Santo que habita nossos corações. Tudo o mais está comprometido pelo pecado, uns mais, outros menos.

    Diga não ao Gospel

    uma iniciativa do Profetada Gospel

    A voz profética de Emicida

    por Thiago André
    O rapper Emicida publicou em sua página oficial no Facebook o vídeo-clipe "Dedo na Ferida", onde usa sua voz e sua música para denunciar os injustiças como a do caso "Pinheirinho", que ainda tem dado pano pra manga em São Paulo.
    O RAP nasceu com essa proposta, ser a voz dos guetos americanos, ser voz dos que não tinham voz. E assim, através da música, as necessidades dos guetos chegavam até os governantes.
    Vemos por aí muita gente falando que precisamos ser "Voz Profética" nesse mundo, vemos tanto, que essa frase acabou perdendo todo seu significado. Segundo Sostenes Lima "O profeta era um agente social que denunciava os desmandos praticados pelos poderosos do meio político, jurídico e religioso. Frequentemente reis, juízes e sacerdotes, empunhados da força que o poder lhes garantia, se embrenhavam na corrupção, explorando e oprimindo o povo. Quando a coisa se tornava insuportável, irrompia o profeta com a boca no trombone. Ele denunciava tudo e todos; desmascarava a corrupção e reclamava o direito dos oprimidos.O discurso profético era um manifesto recoberto de denúncia e exigência de libertação. Não é de surpreender que os profetas fossem alvo de terríveis perseguições."
    Pouco vemos do verdadeira voz profética nas Igrejas. Não digo que o Emicida seja um profeta, mas com certeza ele está fazendo o papel que um Profeta deveria estar fazendo, denunciando a injustiça e brigando pra que haja um pouco mais de justiça e igualdade entre o povo. Não era isso que igreja primitiva fazia? (At 4.33-34). 
    Um profeta deve anunciar a Graça Divina e o Reino do Céus, mas se ele não promove justiça e igualdade aqui na terra, seu discurso se torna vazio. Infelizmente, vejo mais Profeta no Emicida do que em muitos de nós, pois o que vemos hoje são Profetas covardes com medo de pôr o "Dedo na Ferida".



    "Quem pode menos chora mais..."

    Se você se choca mais com os palavrões que são falados na música, do que com as injustiças explicitadas nesse vídeo, você precisa rever seu cristianismo. Isso mostra que seus olhos estão nas questões que menos importam, enquanto as coisas que realmente importam estão passando despercebidos aos seus olhos.
    "Condutores cegos! que coais um mosquito e engolis um camelo." (Mateus 23:24)

    Dança profética é a do Afroreggae

    Sostenes Lima, no blog dele
    Há alguns anos começou no Brasil um “movimento profético”. Não sei bem de onde veio. Pra falar a verdade, não estou interessado em saber. Só estou escrevendo sobre esse tal movimento porque não aguento mais ver a palavra profético ser conspurcada pela religião. Já notaram que tudo hoje em dia é profético: da adoração à riqueza? Fiz uma pequena busca no Google e, para minha certeza, encontrei uma lista enorme de práticas religiosas e litúrgicas grosseiramente associadas à palavra que dá nome a um agente social, cuja memória exige respeito: o profeta. Vejam as pérolas que achei:
    • Adoração profética
    • Louvor profético
    • Louvorzão profético
    • Música profética
    • Dança profética
    • Culto profético
    • Bandeira profética
    • Sacerdócio profético
    • Ministração profética
    • Unção profética
    • Campanha profética
    • Transe profético
    • Mover profético
    • Êxtase profético
    • Teatro profético
    • Coral profético
    • Entrega profética
    • Oração profética
    • Jejum profético
    • Línguas proféticas
    • Batismo profético
    • Ceia profética
    • Oferta profética
    • Prosperidade profética
    • Riqueza profética
    Obviamente a lista está incompleta. Não dá pra esgotá-la. Esse pessoal da religião é muito criativo e muito esperto.
    Esse movimento todo em torno da palavra profético, infelizmente, não tem nada a ver com o resgate de um movimento social que surgiu na sociedade judaica monarquista há aproximadamente 2800 anos atrás. O uso abundante da palavra profético nos nossos dias não passa de uma grande jogada de marketing.
    “Novos negócios precisam de novas palavras. E quando o negócio é velho, mais ainda!”, diz pragmaticamente a publicidade.  Não há como continuar explorando indefinidamente um negócio sem renovar sua cara. É por isso que surgiram a “Nova Skin”, o “Novo Civic”, o “New Fiesta” etc. A publicidade tem como objetivo nos convencer de que tudo é novo. Porque, se é novo, precisamos comprar. As coisas que temos são velhas; já não servem mais. Somos enredados pela a ilusão de que é possível refrear o envelhecimento comprando coisas novas.
    O que ninguém diz é que o novo é apenas uma maquiagem verbal. A retórica publicitária faz com que coisas velhas sejam instantaneamente transformadas em novas, bastando renovar palavras ou inventar palavras novas. Sem os dotes retóricos, o que vemos é uma realidade bem diferente: tudo envelhece, até mesmo a palavra novo. Fico pensando sobre qual será o recurso publicitário que vai ser usado para vender o “Novo Civic” depois que o novo que há em seu nome envelhecer? Será que haverá um “Novo Novo Civic”? Bom, deixemos isso de lado e concentremos no que é da conta deste artigo.
    Resumindo toda essa divagação sobre o discurso publicitário em uma única frase, teremos: não há como fazer um produto explodir no mercado sem colar nele uma buzzword. É preciso associar ao nome do produto uma palavra que vai dar cara ao negócio, que vai vendê-lo, que vai fixá-lo na mente do consumidor, que vai mobilizar revendedores e vendedores, que vai fortalecer as franquias, que vai ser inserida na missão e visão de empresas associadas etc.
    Pois é, o mercado gospel, sabendo disso, fez um investimento de peso na palavra profético. E logo percebeu que essa seria uma jogada de muito sucesso. O pessoal do mercado religioso evangélico notou que colar em seus produtos o adjetivo profético agrada o consumidor. Daí a invenção de coisas como “adoração profética”, “ministração profética”, “dança profética”, “louvor profético” e até “riqueza profética”. A palavra tem alcançado uma circulação quase viral no meio gospel brasileiro.
    Estudos em análise do discurso nos mostram que a publicidade consegue êxito na tarefa de projetar comercialmente uma palavra através de três estratégias semântico-discursivas. A primeira consiste em inventar tanto a palavra (matéria sonora e gráfica) como o significado desejado. Lança-se então uma nova palavra no mercado linguístico. Podemos dizer, adotando os termos de Saussure, que são criados tanto o significante quanto o significado. A segunda consiste em inventar significados novos para uma palavra velha, mas sem desconstruir ou apagar os significados antigos. Constroem-se, assim, metáforas com a palavra.
    A terceira, muito mais audaciosa, consiste em esvaziar todo o significado da palavra, deixando-a completamente líquida e plástica, sob o ponto de vista semântico, para que possa se adaptar a qualquer contexto, tanto textual e quanto discursivo. Essa terceira estratégia é mais ousada porque é muito difícil destituir os significados fundantes de uma palavra; é muito difícil fazer o interlocutor bloquear o histórico semântico de qualquer palavra que seja. Isso é quase uma proeza. Só mesmo a publicidade para conseguir tamanha façanha.
    Pois foi essa última estratégia que o mercado gospel usou com a palavra profético. Arrancou dela sua história semântica, deixando-a esvaziada de todos os traços que a inserem no campo da militância social e política. O significado fundante desse vocábulo remete a uma prática sociopolítica desenvolvida em Israel, na época da monarquia.
    O profeta era um agente social que denunciava os desmandos praticados pelos poderosos do meio político, jurídico e religioso. Frequentemente reis, juízes e sacerdotes, empunhados da força que o poder lhes garantia, se embrenhavam na corrupção, explorando e oprimindo o povo. Quando a coisa se tornava insuportável, irrompia o profeta com a boca no trombone. Ele denunciava tudo e todos; desmascarava a corrupção e reclamava o direito dos oprimidos.
    O discurso profético era um manifesto recoberto de denúncia e exigência de libertação. Não é de surpreender que os profetas fossem alvo de terríveis perseguições.  Naquela época, tudo que era profético era frontalmente oposto à coroa, ao judiciário e à religião. Para ser profeta era necessário haver disposição e coragem para desconstruir o discurso dessas três esferas públicas.
    No profetismo de hoje, tudo essa memória sociopolítica, construída um torno da palavra profeta, é esvaziada. Para o mercado gospel, ser profético não significa nada. Não há intensão de manter ou agregar significado algum à palavra profético em si mesmaO que se quer é atribuir ao termo um valor comercial, tornando-o adaptável a qual quer produto religioso, especialmente aqueles já envelhecidos e com pouco apelo de consumo.
    Dizer que uma música é profética constitui uma estratégia muito eficiente para convencer o consumidor de que está diante de um produto religioso novíssimo, do qual tem extrema necessidade.Portanto, todo esse frisson em torno da palavra profético nada mais é do que uma jogada retórico-publicitária que visa impulsionar o consumo religioso. Colocar o termo profético ao lado de produtos religiosos como adoração, culto, música, dança, oração, campanha, unção etc. dá-lhes uma roupagem de novo, criando um apelo de consumo quase irresistível.
    Não digo que não haja dança profética. Mas se existir não tem nada a ver com essas coreografias de mau gosto que a gente tanto vê nas igrejas evangélicas por aí. Dança profética, para ser profética de verdade, tem de ser uma prática sociopolítica. Nesse sentido, eu estou muito mais disposto a encarar a apresentação de um grupo de jovens ligado ao Afroreggae como um evento de dança profética (em virtude do projeto de transformação sociopolítica aí incorporado), do que a apresentação de um grupo de dança evangélico, que só pensa em liturgia e nada faz por mudança e transformação social.
    foto: FlipZona

    É carnaval e você ainda não transou?

    Não acredito no simplismo que pregam por aí sobre a conotação demoníaca do carnaval. As pessoas dizem que no carnaval o demônio ta solto, e que ele espera o ano inteiro pra agir no carnaval, igual escola de samba. Carnaval é do demônio e pronto.

    Certa feita fui entrevistado por uma pessoa que me perguntou se eu atribuía as tragédias naturais que aconteceram no Rio de Janeiro a realização do carnaval. Ela argumentava dizendo que permitíamos que o carnaval acontecesse e por conta disso daríamos legalidade ao diabo pra agir e Deus pra se vingar de nós estendia a mão canhota para nos ferir com tragédias naturais.

    Pois é, não acredito nisso não. Não acredito no senhorio do diabo em hipótese alguma. Acredito que existe ação do capiroto quando o ser humano exacerba em qualquer data. Acredito também que como alguns argumentam o carnaval promove a supervalorização da carne, com nudez, pornografia que são frutos da ação humana. Obras da carne. Depois disso o diabo deita e rola.

    A pergunta nos blocos e bailes é a que dá título a esse artigo. Mas não é de se escandalizar, visto que o carnaval é apenas uma maximização do que já acontece todo dia na surdina não só no rio de Janeiro, mas no mundo todo. Pecado é coisa de homem. Perdão dos pecados é coisa de Deus. Valorizar a carne é coisa da natureza humana, atender o toque do Espírito e dizer não a essa pergunta título é obra divina!

    Que Deus nos esclareça que nem só de sexo, luxúria e lascívia viverá o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus, em datas como carnaval ou no dia a dia, tanto faz!

    E no mais, tudo na mais santa paz!   


    Pr Márcio de Souza em seu Blog

    Antes de decretar a falência do Carnaval…

    Hermes Fernandes, no blog Cristianismo Subversivo
    Antes de decretar a falência do Carnaval… deveríamos, como cristãos que somos, trabalhar pelo fim da comercialização da fé, pois a mesma, além de entristecer o coração de Deus, compromete nosso testemunho perante o mundo. Como podemos julgar o mundo, se não somos capazes de julgar a nós mesmos?
    Antes de decretar a falência do Carnaval… deveríamos julgar a nós mesmos, removendo de nossos rostos as máscaras da hipocrisia religiosa, expondo-nos, assim, à verdadeira transformação empreendida pelo Espírito Santo. Afinal, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Liberdade, sim. Não pra pecar. Mas pra ser transformado sem viver sob pressão de quem quer que seja. Liberdade de ser quem somos, sabendo que ninguém nos condenará. O Espírito só opera em nós quando temos o rosto descoberto…
    Antes de decretar a falência do Carnaval… deveríamos tirar o chapéu para o trabalho social desempenhado por algumas escolas de samba em suas comunidades. Não fosse nosso corporativismo evangélico, poderíamos até aliar-nos a elas nesse esplêndido trabalho. O que não significa que endossemos tudo quanto é promovido por elas. Porém, não se pode jogar fora a criança com a água suja do banho.
    Antes de decretar a falência do Carnaval... deveríamos corar de vergonha ante o nível de excelência alcançado nas apresentações das escolas, com samba-enredos bem elaborados, carros alegóricos exuberantes, organização impecável, etc. Enquanto nós, que nos achamos no direito de apontar-lhes o dedo, nos acomodamos à mediocridade. Basta ouvir as canções de louvor atuais para perceber a pobreza lírica e melódica, fruto de nossa preguiça e desleixo. Sem contar que nossa arte ‘gospel’ fica restrita à música, como se Deus tivesse alguma coisa contra outras expressões artísticas.
    Antes de decretar a falência do Carnaval… deveríamos amar os foliões, compreendendo que aquela alegria ilusória é tudo o que eles possuem. Em vez de condená-los, que tal se compartilhássemos com eles a nossa alegria perene? Eles certamente perderiam qualquer interesse por algo que fosse menos que isso.  A maneira como nos referimos a eles e à sua festa, faz com que sejamos vistos como gente estraga-prazer. Duvido que no lugar de Jesus nos dispuséssemos a transformar água em vinho só pra que a festa não terminasse tão cedo.  Talvez entendêssemos melhor o que diz Provérbios 31:6-7, mas sem perder de vista o seu contexto imediato.
    Antes de decretar a falência do Carnaval... decretemos a falência da nossa arrogância, de nossa presunção, de nossa religiosidade midiática, e de nosso egoísmo. Que prevaleça o amor, a humildade e o serviço ao nosso semelhante, mesmo quando este estiver atrás de uma fantasia, ou despudoradamente despido

    Os pastores feiticeiros e seu evangelho pagão



    Pastores da Igreja Universal do Reino de Deus inovam. Pela TV, em Brasília, prometem bom desempenho em concursos públicos. O fiel só precisa levar caneta ou comprovante de inscrição ao templo para ser ungido. O discurso? “Se Deus te iluminar, te der a direção, nada dá errado” [Sonia Racy, no Estadão]
    Ed René Kivitz
    O pior dessa notícia é que tem uma lógica danada. Literalmente, a lógica é danada. É dos quintos dos infernos. Mas faz todo o sentido dentro da cosmovisão religiosa popularmente identificada como cristã, isto é, da subcultura sociologicamente definida como segmento religioso que se pretende cristão. Senão, observe.
    • Para quem crê em um Deus intervencionista, que se mete no cotidiano da vida humana vindo de fora (de outro mundo, da sala do trono, ou sei lá de onde), qual é o problema de pedir a Deus que favoreça um dos seus filhos em um concurso público?
    • Para quem acredita em unção como ritual litúrgico, e sai por aí passando óleo e azeite em portas e janelas, carros, pessoas, animais de estimação, propriedades, galpões empresariais e escritórios, e outras coisas mais, qual é o problema de ungir ritualisticamente uma caneta ou uma ficha de inscrição para um concurso público?

    Valdemiro Santiago prega a heresia ariana


     
    Joelson Gomes


    De vez em quando falo aqui de alguns televangelistas modernos e chovem comentários me criticando com aquela balela do “não toque no ungido”. Alguns até chamam muitos desses televisivos vendedores de bênçãos de irmãos. Pois bem, o Valdemiro Santiago está no auge, a turma tem ido aos montes para a empresa dele atrás do milagre, lá tem até a “Terça-feira do Milagre Urgente”. Mas, será que o que lá acontece é milagre mesmo? Se as curas pregadas ali são verdadeiras qual é a fonte? Você pode dizer: “e como eu vou saber pastor?” Bem, tem um teste. Leia com muita atenção o texto abaixo.


    Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio e suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-losNão ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o SENHOR vosso Deus vos prova, para saber se amais o SENHOR vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa almaApós o SENHOR vosso Deus andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis. E aquele profeta ou sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o SENHOR vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito, e vos resgatou da casa da servidão, para te apartar do caminho que te ordenou o SENHOR teu Deus, para andares nele: assim tirarás o mal do meio de ti (Deuteronômio 13.1-5).


    Você entendeu o texto? Deus diz que mesmo se o homem profetizar,  fizer sinais e prodígios, as coisas acontecerem direitinhomas se a SUA DOUTRINA não for de acordo com a Palavra de Deus, ele é um falso profeta. E pode até ser que esse falso profeta seja levantado por Deus para ver se as pessoas realmente estão ligadas as Escrituras, conhecem doutrina, Teologia, ou não conhecem nada e vão atrás de qualquer um. Agora leia o que Valdemiro Santiago escreveu (em um texto muito ruim diga-se de passagem) no site de sua empresa:

    “Muita gente pela tradição da religião, não entende a historia de Jesus. Alguns falam de natal, mas ninguém sabe o dia exato em que Jesus Cristo nasceu. Segundo que Jesus já existia muito antes de tudo. Ele é a imagem do Deus invisível, a encarnação do verbo. Mas ele não é sempiterno, é eterno. O pai que é Deus é sempiterno,aquele que antes dele nunca existiu como ele, nem existirá depois dele, sempre existiu e sempre existirá. A primeira obra dele foi Jesus Cristo”, (Veja aqui no site dele ).


    Você sabe que ensinamento é esse que Valdemiro está transmitindo? Eu refresco sua memória: é Arianismo . E o que é arianismo? É uma heresia que foi condenada no Concilio de Nicéia em 325 d.C,. Nessa heresia um homem chamado Ário ensinou que Deus Pai era maior do que Cristo, e que Jesus foi na realidade a primeira criação de Deus. Assim , Jesus não era Deus com o Pai, mas era uma criação dEle, assim como os anjos. Pois é amigos, é isso que esse homem chamado de pastor por muitos, e pela maioria de apóstolo está ensinando. Uma heresia antiga revisitada. Agora a pergunta, os milagres que ele diz que faz lá na empresa dele são legítimos? Vem de Deus ou de outra fonte? Se você entendeu o texto de Deuteronômio acima você também sabe a resposta. Caros amigos, observem o que escreveu o apóstolo verdadeiro chamado João:

    “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo (1 João 4:1)”.

    Cuidado, muito cuidado com que você chama de pastor, e a quem você dá crédito e audiência. São casos como esse que nos mostram como os que se dizem crentes em diversas igrejas neo-pentecostais estão sendo mal ensinados, e até ensinados a acreditar em heresias pelos seus lideres. Urge conhecer a Escritura, urge.


    Em Graça Plena  - Divulgação Genizah

    "Rodolfo dos Raimundos morreu aos 27 anos"

    Marcos Moreira/Divulgação
    Publicado no UOL
    “Não voltaria por valor algum”. Essa é a resposta de Rodolfo Abrantes, ex-vocalista dos Raimundos, sobre um possível retorno à banda que ajudou a formar em Brasília no final dos anos 80. Em entrevista à edição de cinco anos da revista “Rolling Stone Brasil”, que chega às bancas na sexta-feira (14), o cantor de 39 anos é enfático ao dizer que “o Rodolfo dos Raimundos morreu aos 27 anos”, idade que começou a enfrentar uma crise na banda
    A afirmação parece fazer uma alusão ao chamado “Clube dos 27″, composto por músicos problemáticos que morreram nesta idade como Kurt Cobain, Jimi Hendrix e, mais recentemente, Amy Winehouse. “Amo os caras [da antiga banda], não tenho problema. Meu caminho é este, minha vida é falar de Jesus”, diz ele na entrevista, que agora é missionário da Igreja Bola de Neve de Balneário Camboriú (SC).
    Na entrevista, Rodolfo fala sobre a banda, a igreja, suas aspirações e relembra o passado. ”Tudo o que sabiam de mim era ‘Rodolfo dos Raimundos’. Parecia que eu era aquilo. Só que eu não era aquilo, eu tinha me tornado aquilo”, ele conta sobre a saída da banda, em 2001, cinco meses depois de ele entrar na Igreja. “Eu estava num tribunal sendo acusado de ter traído o rock”, recorda o músico, que diz não sentir rancor das pessoas que o criticaram.
    .
    A última vez que Rodolfo esteve com os antigos parceiros de Raimundos, conforme ele conta na entrevista, foi em 2007, no velório do pai, em Brasília. O guitarrista, Digão, o baterista, Fred, e o baixista, Canisso, apareceram para oferecer os ombros ao amigo, e desde então não se falaram mais. “O Canisso tocou comigo no Rodox um tempo. A gente sempre se deu muito bem. Não que não me desse bem com os outros, mas parece que o Digão e o Fred ficaram muito magoados”.

    A sorte dos desgraçados

    Ricardo Gondim
    Não aguento mais ser pesado, medido, comparado, avaliado. No instante em que me puxaram de dentro da mamãe, começou: “Quantos centímetros?” “Qual peso?” “E a cor dos olhos?” “Com três meses, sentou?” “Já engatinha?” “Aprendeu a ler com que idade?” “Passou de ano?” “Tirou dez em álgebra?” “Sabe trigonometria?” “Domina quantos idiomas?” “Tem pós-doutorado em que áreas?”.
    Fico a imaginar o constrangimento da vizinha que teve  filho com menos quilos ou com lábio leporino. Qual o peso nos ombros dos pais do menino com alguma anomalia genética? O que dizer para a menina de seios pequenos? O que pensar da enfermeira? – ela não chegou a ser médica! Por que Deus distribui seus dons sem critério?
    Para mim, chega. Esse campeonato além de não ter nenhum vencedor, cansa. Desisto de chegar em primeiro lugar. Abro mão da primeira fila de cadeiras. Estou ficando velho para entrar em Octágnos com gente de QI anabolizado.

    Queridos amigos cristãos, só umas dicas…

    Óbvio que os erros a seguir não se aplicam a todos os crentes, mas infelizmente a maioria ainda se comporta de tal forma.

    Na ânsia de apresentar Jesus aos descrentes e sofredores, você se atém apenas aos trechos bíblicos que afirmam que “Jesus é o caminho, a verdade e a vida” e que “ninguém chega ao Pai se não por ele”. Tudo bem, eu sei, é nisso que você crê: quem não “aceitar Jesus” vai chorar e ranger os dentes pela eternidade. Mas, calma lá, devagar com o andor que o santo é de barro. (Aliás, você não é de barro? Então por que toda essa presunção de acreditar que você conhece a verdade e eu não?) As pessoas precisam ser amadas, primeiramente. E elas não se sentirão amadas se você não escutá-las, se você não tentar compreender os motivos, os gostos e os desejos delas.

    Muitos de vocês não admitem que alguém seja consolado com qualquer coisa que não seja a Bíblia, filmes cristãos ou hinos de louvor. Meu amigo, deixe de ser ignorante e “menino na fé”, como exortou Paulo. Você pode até acreditar que Jesus é o único caminho, a única salvação, a única maneira de alguém chegar a Deus, mas Deus têm mil maneiras de chegar aos homens e não é apenas através da prepotente ousadia humana em “pregar a Palavra”. Já assistiu ou leu Os Miseráveis? Já percebeu a mensagem de perdão que este filme/livro passa? Já percebeu o quanto de princípios cristãos há em Um Sonho de Liberdade? Sabia que alguém pode sentir-se tocado por Deus ou por uma paz grandiosa lendo autores que, aparentemente, nada têm de cristãos?

    Sou incapaz de ir pro Céu

    Thiago André
    Uma vez um certo Apóstolo expôs toda sua fraqueza a uma Igreja que ele havia fundado. Disse: "Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço". Não sei qual foi a reação daquela pequena igreja de Roma ao ler isso de seu herói, mas deve ter sido espantoso. O apóstolo sabia quem ele era, e apesar de sua fama e credibilidade, não titubeou ao se revelar pecador.


    Agostinho, referente como um dos pais da igreja cristã, também não se achava digno de ser chamado bispo, por conta da sua natureza pecaminosa. Recusou relutante a proposta de ser Bispo da Igreja, se dizia incapaz de fazer o bem por si só.

    Como esses sou incapaz de fazer o bem por mim mesmo, minha natureza é má. Sou incapaz de me salvar por mim mesmo. Por mais que eu tente ser um bom moço, minha natureza me lembra como sou ruim. Meu desejo é o bem e por fim acaba meus intentos sendo mal. Nunca conseguiria por meus méritos ser salvo. A santificação por mim mesmo seria inútil, não duraria uma hora. Não consigo ser fiel a minha dieta, e as minhas promessas de perder peso, quanto mais ser fiel a Lei de Deus.

    Sobre liberdade

    Se a liberdade fosse uma senhora, ela provavelmente teria um rosto horrível. Talvez andaria cambaleante,  cheiraria mau, e seria brega que só vendo. Quando vestida, causaria aquele riso nervoso de canto de boca sabe? Quando nua, um verdadeiro terror! E não precisaria de muito esforço para fazê-la aparecer. Bastaria jogar um pedaço de carne, que ela mostraria os poucos dentes já podres e se aproximaria sorrateiramente. O fato é que já faz algum tempo que a liberdade continua sendo essa mulher feia, selvagem, faminta e imunda pra muitas pessoas. Asquerosa liberdade! Mas é fato que ninguém é alguém sem ela.
    Ladrões não assaltariam bancos, mulheres no cio não largariam fetos por aí, os senhores de Wallstreet não seriam uns "hijos de puta", e crentes não falariam palavrões no twitter se não houvesse liberdade. Ninguém seria o que é. E é verdade que Deus poderia hoje mesmo dar um tiro certeiro na cabeça dessa velha e criar um exército de santarrões. Se o fizesse, frustraria imediatamente todo e qualquer ladrão de galinha por exemplo (imaginou a cena?) Ou quem sabe milhões de bebês ensacolados apareceriam novamente nas portas das casas onde nasceram. E o "Porra" que sai da boca de um crente de repente se tornaria, do nada, somente o mais belo acróstico sobre amor de todos os tempos. Quem dera Deus assassinasse a liberdade..."Ah Deus, porque já não mataste essa bruxa?"
    Não. Deus ama essa coisa chamada "Liberdade". Sem ela seria impossível falar %$# ˆ%$#* %$#&ˆ$(*&%$# %$#@*&". Mas também seria impossível amar. Porque não existe amor forçado. Sem a liberdade não poderíamos dizer "não" ao mal e "sim" ao bem. Sem a liberdade não seria possível que ladrões, mães jovens e senhores de Wallstreet se arrependessem antes do último suspiro. E também não seria possível que nós crentes pudéssemos ser nós mesmos com Deus e com as pessoas. E o ponto é esse: o uso da liberdade para o bem deve ser algo natural e não forçado. Estou cansado de gente que odeia a liberdade porque um dia foram instruídos de que liberdade não significa ser de fato livre. Cansado de gente que força uma fé que na verdade ainda não tem. Gente que realmente acha que o não uso da liberdade convence Jesus a se negar e descer da cruz. É preciso desistir desse caminho. Porque esse não é o Caminho. E Deus certamente ama essa terrível  e assustadora liberdade. Mesmo que você não simpatize muito com ela e e seus amantes...



    Por Caio Stolf no Crentassos

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