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  • Não Pode Julgar Não??

    Vai tirando versículo do contexto, champz..
    Parece-me que pegar versículos isolados de Mt 7 é o super trunfo dos falsos profetas:
    • Blindagem contra crítica: “Não julgueis, para que não sejais julgados” Mt 7,1
    • Base da teologia da prosperidade: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” Mt 7,7
    • O resultado é o que vale: “Pelos seus frutos os conhecereis” Mt 7,16
    O problema é que o capítulo 7 de Mateus nos diz muito mais do que a interpretação deturpada de certos líderes da prosperidade.
    O julgamento de falsos profetas
    Mt 7,1 é bastante explícito sobre julgarmos os nossos irmãos, uma vez que estamos todos sujeitos ao pecado. Mas é interessante ler também Mt 7,15:
    Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.
    Segundo o Michaelis online:
    acautelar
    a.cau.te.lar
    (a1+cautela+ar2vtd e vpr 1 Pôr de sobreaviso, precaver, prevenir: Acauteleos transeuntes. Acautelar-se contra as intempéries. vtd 2 Tornar cauto ou prudente. vtd e vpr 3 Garantir, resguardar, segurar: Acautelemos nossa saúde. Acautelou-se de roubos. vtd 4 Guardar com cautela: Acautelei meu dinheiro.Sim, acautelei-o no cofre forte. vtd 5 Defender, proteger: Acautelar os fracos. vint 6 Usar de cautela: Nesse transe, devemos acautelar. Antôn: desacautelar, descuidar.
    Como iremos prevenir os irmãos, garantir a proclamação do verdadeiro evangelho e proteger a igreja de Cristo destes lobos se não os denunciarmos???
    Expor o ensinamento errôneo de certos líderes não é sinônimo de fofoca, intriga ou inveja, como poderia ser entendido em Mt 7,1. Denunciar as bestas da prosperidade é seguir Mt 7,15!!!
    Resumo: não devemos julgar um irmão em pecado porque nós também pecamos E devemos expor os falsos profetas.
    Qual o seu pedido, falsa vítima?
    Jesus demonstra o amor de Deus para com suas criaturas ao falar do Seu cuidado em atender as nossas orações em Mt 7, 7-11. Mas em nenhum momento Jesus diz que Deus é obrigado a dar o que você pedir!
    Lendo um pouco mais:
    Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas Mt 7,12
    E o que dizer daquelas orações muito comuns em certas igrejas para tirar o emprego do chefe e pedir a falência do concorrente??? Os fiéis da prosperidade não estão nem um pouco interessados em fazer o bem ao próximo, só em exigir carros, mansões e outras coisas…
    Resumo: devemos confiar em Deus e em Seu amor, orando e praticando este mesmo amor ao nosso semelhante.
    O fruto dos falsos profetas
    São vários vídeos com Marco Feliciano, Silas Malafaia e outros líderes rebatendo as críticas com o princípio do resultado. É mais comum ainda os defensores utilizarem esse argumento, como se os seus mestres fossem grandes exemplos de piedade, abnegação e humildade cristã que conseguem levar muitas almas para Deus.
    Vamos ler Mt 7, 16-20:
    Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?
    Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus.
    Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons.
    Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.
    Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.
    Quais os frutos da teologia da prosperidade? Um bando de gente que quer ser rica, esquecendo-se do cuidado e do amor de Deus. Um bando de líderes milionários com a ignorância alheia, que profanam a Palavra de Deus.
    Quais os frutos da quebra de maldições? Um bando de gente com medo dos pecados dos antepassados. Um bando de líderes milionários com a ignorância alheia, que profanam a Palavra de Deus.
    Quais os frutos da confissão positiva? Um bando de gente que acha que o poder está em seus lábios e não em Deus. Um bando de líderes milionários com a ignorância alheia, que profanam a Palavra de Deus.
    Você realmente acha que esses frutos são bons???
    Resumo: a teologia da prosperidade, quebra de maldições e confissão positiva são falsas doutrinas ensinadas por falsos mestres que beneficiam a eles mesmos e ainda afastam as pessoas do verdadeiro evangelho. São frutos maus de árvores más!
    E Mt 7 ainda tem mais
    Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.
    Resumo: o evangelho nunca foi o caminho fácil!
    Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.
    Resumo: milagres e sinais não são os únicos sinais de uma vida voltada para o evangelho. Temos que fazer a vontade do Pai!
    E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.
    Resumo: A única rocha é Cristo, o resto é areia
    Bom, acho que não preciso dizer mais nada sobre a necessidade de praticarmos TODO o capítulo 7 de Mateus e não apenas algum versículos retirados do contexto.
    Extraído de: “Nani e a Teologia“ pelo Calvino da Deprê

    Não sou mais um revolucionário

    Não sei muito se eu perdi as ideias revolucionárias, ou se só descobri que elas são mais comuns e cotidianas do que pensava. Os sonhos de mudar o mundo, montar mega estruturas e fazer coisas grandiosas pra impactar um monte de gente se mostraram mais vazios e inúteis do que as velhas atitudes que vêm de anos atrás – talvez porque ninguém as pratique mais.
    O Evangelho das multidões encheu prédios, estádios e datas comemorativas não encheu a alma de ninguém. E cada vez mais buscam mais adrenalina e mais emoção pra satisfazer a necessidade de estar com Deus. São baladas gospel, shows gospel, trios elétricos, panfletagem, culto do amigo, futebol com a galera da igreja, culto jovem que começa a ser itinerante (um dia na sorveteria, outro dia na praça, outro dia no shopping – tudo isso pra evitar o tédio de ir pro mesmo prédio todos os dias da semana), tudo precisa de uma programação especial da igreja.
    Uma balada sem pegação e sem álcool – o sonho dos pais, enquanto os jovens levam bebidas escondidas e se pegam nos cantos da igreja; um acampamento de igreja, tempo de meditação e reflexão nos princípios do Senhor, com os bolsos recheados de camisinhas e cigarrinhos abençoados acesos. Se tem alguma coisa que essa igreja ativista conseguiu, não foi santificar ou ensinar a sã doutrina; não foi revelar a Verdade ou trazer a libertação (mesmo com tantos cultos de libertação); não foi mostrar os passos da fé ou fazer uma sociedade melhor – conseguiu mesmo foi institucionalizar a hipocrisia.
    Como assim não trazem a Verdade? O importante é que o evangelho seja pregado, e alcance as nações!
    Com o jargão do “Sede santos como eu sou santo” ninguém mais peca – pelo menos não em público, a tentativa de parecerem pessoas perfeitas, príncipes e princesas que escolheram esperar e são fruto apenas da vontade divina. O problema é que onde há Verdade, há luz – e a Verdade revela. Se os problemas e falhas não são revelados, não há luz. Não há Verdade. Não há Igreja.


    do Abigobaldo

    Chegar Lá

    Haverá um lugar, chegará o tempo em que não será derramada mais nenhuma gota de sangue, nenhuma gota de lágrima. Dias em que os sentimentos e as emoções não serão mais confundidos e toda forma de bondade e amor será perfeitamente sincera. Esses dias serão quando conhecermos a Deus assim como somos dELe conhecidos.Eu quero estar lá. Agora eu poderia perguntar: e você, quer estar lá também? Mas me abstenho de fazer essa pergunta, porque ela é boba, retórica, pois quem diria que não?!
    Creio que não devemos perguntar às pessoas se elas querem ir para o céu, mas se elas estão dispostas a trilhar o Caminho para chegar lá e, mais do que isso, se nós mesmos estamos dispostos a sermos companheiros de viagem ainda que o passageiro ao lado não seja tão agradável. De tudo podemos ter certeza de uma coisa, a viagem terá suas turbulências, mas Jesus está “pilotando a nave”, e a chegada será segura.
    “Todavia, como está escrito: “Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam”;
    1 Coríntios 2:9
    Um abraço e fiquem na Paz.
    Eduardo / @edukokinho no MassaCrente

    Não sois deuses, homens é que sois


    A partir do momento em que você tem um “eu”, surge a possibilidade de colocá-lo em primeiro lugar, de querer ser o centro – de querer, na verdade, ser Deus. Foi esse o pecado de Satanás; e esse também o pecado que ele ensinou à raça humana. Algumas pessoas pensam que a queda do homem está relacionada ao sexo, mas isso é um erro. (O livro de Gênesis na verdade sugere que a depravação da nossa natureza sexual foi resultado da queda, e não sua causa). O que Satanás colocou na cabeça dos nossos ancestrais mais remotos foi a ideia de que eles poderiam ser “como deuses” – que poderiam depender de si mesmos como se tivessem sido seus próprios criadores. “Sejam seus próprios mestres”, dizia ele, “Inventem o tipo de felicidade que vocês desejam para si mesmos, fora de Deus”. E foi dessa tentativa desesperada que surgiu praticamente tudo o que se relaciona ao que chamamos de história humana: dinheiro, pobreza, ambições, guerras, prostituição, classes, impérios, escravidão. A longa e terrível história do homem à procura de algo diferente de Deus para lhe trazer felicidade.
    [C. S. Lewis, Mero Cristianismo. São Paulo: Martins Fontes, 2005]

    Facebook potencializa a banalidade da nossa falta de afeto



    Narcisismo no "Face" 
    por Luiz Felipe Pondé para Folha

    Cuidado! Quem tem muitos amigos no "Face" pode ter uma personalidade narcísica. Personalidade narcísica não é alguém que se ama muito, é alguém muito carente.

    Faço parte do que o jornal britânico The Guardian chama de social media sceptics (céticos em relação às mídias sociais) em um artigo dedicado a pesquisas sobre o lado "sombrio" do Facebook (22/3/2012).

    Ser um social media sceptic significa não crer nas maravilhas das mídias sociais. Elas não mudam o mundo. Aliás, nem acredito na "história", sou daqueles que suspeitam que a humanidade anda em círculos, somando avanços técnicos que respondem aos pavores míticos atávicos: morte, sofrimento, solidão, insegurança, fome, sexo. Fazemos o que podemos diante da opacidade do mundo e do tempo.

    As mídias sociais potencializam o que no humano é repetitivo, banal e angustiante: nossa solidão e falta de afeto. Boas qualidades são raras e normalmente são tão tímidas quanto a exposição pública.

    E, como dizia o poeta russo Joseph Brodsky (1940-96), falsos sentimentos são comuns nos seres humanos, e quando se tem um número grande deles juntos, a possibilidade de falsos sentimentos aflorarem cresce exponencialmente.

    Em 1979, o historiador americano Christopher Lasch (1932-94) publicava seu best-seller acadêmico "A Cultura do Narcisismo", um livro essencial para pensarmos o comportamento no final de século 20. Ali, o autor identificava o traço narcísico de nossa era: carência, adolescência tardia, incapacidade de assumir a paternidade ou maternidade, pavor do envelhecimento, enfim, uma alma ridiculamente infantil num corpo de adulto.

    Não estou aqui a menosprezar os medos humanos. Pelo contrário, o medo é meu irmão gêmeo. Estou a dizer que a cultura do narcisismo se fez hegemônica gerando personalidades que buscam o tempo todo ser amadas, reconhecidas, e que, portanto, são incapazes de ver o "outro", apenas exigindo do mundo um amor incondicional.

    Segundo a pesquisa da Universidade de Western Illinois (EUA), discutida pelo periódico britânico, "um senso de merecimento de respeito, desejo de manipulação e de tirar vantagens dos outros" marca esses bebês grandes do mundo contemporâneo, que assumem que seus vômitos são significativos o bastante para serem postados no "Face".

    A pesquisa envolveu 294 estudantes da universidade em questão, entre 18 e 65 anos, e seus hábitos no "Face". Além do senso de merecimento e desejo de manipulação mencionados acima, são traços "tóxicos" (como diz o artigo) da personalidade narcísica com muitos amigos no "Face" a obsessão com a autoimagem, amizades superficiais, respostas especialmente agressivas a supostas críticas feitas a ela, vidas guiadas por concepções altamente subjetivas de mundo, vaidade doentia, senso de superioridade moral e tendências exibicionistas grandiosas.

    Pessoas com tais traços são mais dadas a buscar reconhecimento social do que a reconhecer os outros.

    Segundo o periódico britânico, a assistente social Carol Craig, chefe do Centro para Confiança e Bem-estar (meu Deus, que nome horroroso...), disse que os jovens britânicos estão cada vez mais narcisistas e reconhece que há uma tendência da educação infantil hoje em dia, importada dos EUA para o Reino Unido (no Brasil, estamos na mesma...), a educar as crianças cada vez mais para a autoestima.

    Cada vez mais plugados e cada vez mais solitários. Na sociedade contemporânea, a solidão é como uma epidemia fora de controle.

    O Facebook é a plataforma ideal para autopromoção delirante e inflação do ego via aceitação de um número gigantesco de "amigos" irreais. O dr. Viv Vignoles, catedrático da Universidade de Sussex, no Reino Unido, afirma que, nos EUA, o narcisismo já era marca da juventude desde os anos 80, muito antes do "Face".

    Portanto, a "culpa" não é dele. Ele é apenas uma ferramenta do narcisismo generalizado. Suspeito muito mais dos educadores que resolveram que a autoestima é a principal "matéria" da escola.

    A educação não deve ser feita para aumentar nossa autoestima, mas para nos ajudar a enfrentar nossa atormentada humanidade.


    NINGUÉM

    Diabetes, cirrose, septicemia, câncer, ninguém escapa(1). O tempo é curto. Eles também não resistiram: Oswald de Andrade modernista dionisíaco, patriarca do Tropicalismo e Concretismo, Di Cavalcanti o Picasso brasileiro, Glauber Rocha o romântico criador do cinema novo, Darcy Ribeiro o antropólogo que gostava de whisky. Câncer, septicemia, cirrose, diabetes; ninguém escapa. Resta a palavra. Fica a imagem. Sobrevive a tinta. Sobrevive a alma. As ideias resistem! Quem pode com uma ideia? Quem dura mais que uma palavra?



    Passou o modernismo, a bossa nova, a jovem guarda e o tropicalismo. Os concretistas já se foram. Agora é Inhotim. Agora tudo é líquido e rápido como o rio São Francisco desaguando no mar; tantos metros cúbicos de água por segundo, caindo, caindo, chegando e saindo.



    Velhice, infarto, terremoto e balões de gás hélio, ninguém escapa(2). O tempo é curto para todos. Ninguém resiste. Eles também não: Antonio Elias, reverendo presbiteriano, pai de uma geração de pastores, Manoel de Mello o líder pentecostal mais ecumênico da história, Zilda Arns símbolo dos direitos humanos, Antonio de Carli padre aventureiro e ativista. Balões de gás hélio, terremoto, infarto e velhice; ninguém escapa.



    Mas olha, ela está ali, no meio do mundo, firme e forte, resistente e flexível: a Igreja, A Mensagem; A Palavra. Quem dura mais que essa Palavra? Início, meio e final, tempo e eternidade! Quem pode com Ela?



    Passou o jesuíta, o inquisidor, o acadêmico, a saia longa e o marxista de bata. Os pentecostais não são mais os mesmos. Agora é Neo. Agora tudo é pós, tudo emergindo, sabe lá de onde, dizendo que nem tudo é líquido e rápido como o São Francisco; no meio de tanta água que jorra  (re) movendo as margens, nesse mesmo espaço e tempo onde habitamos, intacta permanece a Palavra Principal, soberano e criativo permanece O Verbo que nos escapa (sempre),  diante de Quem a morte treme de medo, de Quem de fato nenhum de nós escapa. Ninguém!





    (1) Oswald de Andrade faleceu no dia 22 de Outubro de 1954 de diabetes. Di Cavalcanti morreu de cirrose em outubro de 1976. Glauber Rocha morto pela septicemia no dia 22 de agosto de 1981. Darcy Ribeiro morreu de câncer em 1997.



    (2) Rev. Antônio Elias morreu aos 97 anos no dia 21 de dezembro de 2007. Missionário Manoel de Mello vencido por um infarto no dia 5 de Maio de 1990. Zilda Arns vitima de um terremoto no dia 12 de janeiro de 2010. Antônio de Carli sumiu no dia 20 de Abril de 2008 com seus balões – foi encontrado morto meses depois.

     Marcos Almeida para a Ultimato

    Breve nota sobre o amor


    Ricardo Gondim

    Amor é substantivo. Amar é verbo. Substantivos abstratos são o que a própria definição aponta: inconsistentes, vagos, voláteis. Amor é sentimento ansioso por vertebrar-se. Verbos são todos concretos. O amor, se não virar ação, permanece verbete, fria definição de algum dicionário. Talvez palavra frívola dos folhetins baratos.  Amor, para ser verdadeiro, precisa desdobrar-se em compromisso – e adquirir tato.
    O cotidiano, a rotina, a mesmice,  conspiram contra o amor gerado por sentimentos momentâneos. Emoções efêmeras não sobrevivem à tritura da repetição. O dia a dia, porém, solidifica o amar compromissado. A cada instante, momentos delicados do viver se misturam aos hábitos. Só com o tempo a declaração “eu te amo” ganha significado.
    Amar aceita a imperfeição – não só a tolera. Os apaixonados são todos iludidos. Os amantes atravessam o largo canal que separa as idealizações das pessoas verdadeiras. No amar, o outro é celebrado com menos distorção. Quando se ama, perdoar perde a força de controle – ambos se sabem carentes de compreensão.
    Amar é descobrir, de mãos dadas, a beleza de viver. A dor, descobrimos sozinhos. Alegria precisa de companhia. Alguns momentos só valem quando partilhados. Não tem graça fazer churrasco no quintal sem riso e sem conversa. Ou beber o melhor vinho sem amigo para brindar. Ou contemplar uma linda paisagem sem poder comentar.  Ou repartir a alegria de ver uma criança sorrindo.

    Soli Deo Gloria

    Deus, unplugged

    Perto do final da vida o teólogo e ativista Dietrich Bonhoeffer começou a preocupar-se com o fato de que a compreensão cristã de Deus havia sido em grande parte reduzida ao status de uma muleta psicológica. Ele descreveu essa compreensão como um “Deus ex machina”.

    A expressão, que significa “deus proveniente de uma máquina”, refere-se originalmente a uma técnica usada na Grécia antiga, pela qual uma pessoa era descida ao palco através de um mecanismo, a fim de representar a entrada em cena de um ser sobrenatural. O processo, no entanto, ganhou uma má reputação quando muitos dramaturgos de segunda categoria começaram a usar esse artifício de modo indolente e arbitrário. Quando queriam matar um personagem, criar um novo desafio para o protagonista ou resolver um conflito do enredo, essas caras simplesmente arriavam um deus história adentro. Desse modo, o ser sobrenatural não era parte orgânica da história, mas uma presença intrusiva empregada unicamente para fazer o enredo avançar ou resolver alguma questão.

    A expressão deus ex machina passou a significar a introdução de um elemento que não faz parte da lógica interna do desdobramento de uma história, mas que é na verdade um artifício deselegante despejado na narrativa só para desempenhar um papel específico.

    Para Bonhoeffer, a igreja encara Deus como um deus ex machina. Deus é só uma ideia toscamente despejada no nosso mundo a fim de cumprir uma tarefa. Ele é inserido no mundo em nossos próprios termos a fim de resolver um problema, em vez de expressar uma realidade vivida. O resultado disso é um Deus que simplesmente justifica nossas crenças e nos ajuda a dormir tranquilos. Deus é trazido em cena apenas quando enfrentamos um problema que não se presta a ser resolvido por outros meios. Na visão de Bonhoeffer, esse Deus desempenha o mesmo papel medíocre dos seres sobrenaturais nas peças gregas de terceira categoria.
    O resultado é uma fé que só existe nas margens da nossa vida, uma fé que só tem algo a oferecer quando nos sentimos deprimidos, assustados ou diante da morte. Mas e aquela pessoa que gosta de viver e abraça a vida? O Deus que é uma muleta psicológica não parece ter-lhe algo a oferecer. A única opção que resta ao apologista que é confrontado com alguém que de fato aprecia a vida é tentar demonstrar que essa pessoa se recusa a enfrentar a realidade e está na verdade clamando por Deus pela via de sua negação. Se não conseguir convencer essa pessoa feliz de que ela é na realidade infeliz, fica sem outra opção não rejeitá-la como alguém aferrado à rebelião, ao engano e à desobediência.

    Embora Bonhoeffer acreditasse que o Deus da religião já havia chegado ao fim de sua carreira no nosso mundo, a realidade parece discordar. Algumas das maiores organizações do mundo são religiosas, e parece não haver um fim para a fila de gente disposta e encher os pratos de coleta daqueles que afirmam ter a solução. Há todo um exército de indivíduos que apoia entusiasticamente os seus ministérios, compra os seus livros e senta-se nos seus bancos. Levar as pessoas a crer em alguma forma de deus ex machina é fácil como levar crianças a acreditar em Papai Noel.

    Em contraste, convidar gente a abrir-se para experimentar a dúvida e o desconhecido é muito mais complicado: o Deus da religião nos provê com tamanha estabilidade que a experiência de perdê-lo envolve nada menos do que a aterrorizante experiência de ser abandonado. Tal jornada escuridão adentro pode ser tão pouco natural e tão assustadora que evitamos a todo custo esse caminho estreito, usando até mesmo de violência contra quem nos encoraja a fazê-lo.

    Aquele que se compromete com a tarefa de ajudar gente a realmente adentrar o domínio da dúvida, do desconhecido e da ambiguidade precisa ser dez, vinte ou cem vezes melhor do que os que vendem certeza. Se quer convidar pessoas a entrar nesse mundo sombrio e incerto, tem de estar preparado para caminhar ele mesmo por um caminho difícil e por vezes perigoso, pois no processo acaba trazendo à superfície toda uma multidão de ansiedades que gastamos muito tempo e muitos recursos reprimindo.

    É compreensível que determinados pastores encham estádios com gente que anseia por solidificar desejos já estabelecidos, reconvertendo gente à aquilo a que já se converteram tantas vezes antes. Levar as pessoas a acreditar é fácil precisamente porque é tão natural em nós. Qualquer pessoa persuasiva pode fazê-lo, e ainda ganhar algum dinheiro no processo. Mas para de fato puxar da tomada o Deus da religião, com toda a ansiedade e angústia que o processo envolve, requer-se coragem.

    Pode-se na verdade dizer que requer-se Deus.

    Peter Rollins, em sua Insurreição

    Vi lá no Bacia das Almas

    Vi 

    Porque Valdemiro Santiago e Edir Macedo não são nossos irmãos?

    Por Renato Vargens

    "Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem abuse da mulher de seu pai. Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação. Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou, Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, Seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus. Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa? Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade. Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; Isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. Porque, que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo." ( 1 Coríntios 5:1-13)

    O apóstolo Paulo em sua primeira carta aos Corintios demonstrou surpresa em saber que um homem, membro da igreja de Corinto, estava tendo relações sexuais com a mulher de seu pai. Ao saber dessa aberração  comportamental, Paulo manifestou sua perplexidade em perceber que os irmãos não haviam tomado qualquer tipo de providência quanto a este grave ato de imoralidade.  Vale a pena ressaltar que o estado de estupefação do apóstolo, se deveu também ao fato de que nem mesmo os gentios cometiam este tipo de pecado.   Paulo também demonstrou sua indignação quanto a passividade da igreja orientando os irmãos de Corinto a disciplinar com firmeza o transgressor, entregando o seu corpo a Satanás, até porque,  para Paulo, era inconcebível a ideia de um cristão cometer tamanha aberração.

    Ao final do texto supracitado, o apóstolo orientou a Igreja de Corinto a ser duro com aqueles que diziam cristãos, não desenvolvendo com estes nenhum tipo de relacionamento.

    "Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais."  

    Segundo o apóstolo um pouco de fermento leveda toda a massa. Na verdade, Paulo sabia  que uma igreja que relativiza o pecado caminha a largos passos em direção a apostasia, daí a necessidade de ser firme em seus posicionamentos. 

    Matthew Henry costumava dizer  que os pecados hediondos de cristãos professos são rapidamente observados e propalados no exterior. Segundo ele, nós devemos andar prudentemente, pois muitos olhos estão sobre nós, e muitas bocas serão abertas contra nós se cairmos em qualquer prática escandalosa. 

    À luz destas afirmações fico pensando o que o apóstolo Paulo faria  diante dos escândalos de nosso tempo.  

    Pois é, Paulo diante do pecado de um homem  reprovou a igreja pelo fato que mesmo mediante significativo escândalo não choraram em fronte tamanha iniquidade. Na verdade, o apóstolo repreendeu a igreja por sua soberba. Ora, os corintos em virtude das manifestações variadas dos dons espirituais transformaram-se numa igreja arrogante e prepotente.  Mesmo diante de fato tão escabroso, nossos irmãos primitivos se achavam os donos do pedaço, relativizando o pecado e  celebrando suas virtudes.

    Caro leitor, a igreja de corinto em muito me faz lembrar a igreja brasileira. Sem sombra de dúvidas, nosso Senhor pela sua multiforme graça nos tem abençoado. É nítido e notório que em todos os estados da federação, Deus tem derramado de sua maravilhosa graça, contudo, também é perceptível que em boa parte da igreja brasileira o pecado tem sido relativizado simplesmente pelo fato de estarem ensoberbecidos.

    Pois é, em nome do amor, fazemos vistas grossas aos atos descabidos daqueles que se dizem cristãos. Na verdade, não são poucos aqueles que movidos por uma espiritualidade opaca, afirmam que não podemos julgar os irmãos, e quando fazemos isso pecamos contra o Senhor.  

    Prezado amigo, não é isso que as Escrituras nos ensinam. A Bíblia nos orienta a sermos firmes contra o pecado, como também contra o pecador inconfesso.  Veja por exemplo a atitude de Paulo. No texto em questão o apóstolo é duro em orientar a igreja de Corinto a não se relacionar com aqueles que se dizendo irmãos eram devassos,  avarentos,  idólatras,  maldizentes, beberrões e roubadores. Com os tais, disse Paulo, nem ainda comais.

    Isto, posto, fico a pensar sobre as práticas, testemunhos, doutrinas e comportamentos de pessoas que se dizem cristãos como Edir Macedo e Valdemiro Santiago. As acusações contra esses "irmãos" nos fazem ruborecer de vergonha.  Confesso que a cada denúncia, a cada escândalo, a cada briga publica, meu coração é tomado da mais profunda angústia.

    O que temos visto na televisão, nas redes sociais  e em outros meios de comunicação são provas  mais que suficientes para entendermos que estes que se dizem irmãos não os são.  Diante disto, acredito que cabe a Igreja evangélica brasileira emitir um documento afirmando publicamente que Edir Macedo, Valdomiro Santiago, e suas igrejas, não são  evangélicos e o que protestantismo brasileiro repudia veementemente os escândalos proferidos por esses senhores.

    Na minha perspectiva Valdomiro e Macedo não são nossos irmãos em Cristo.

    É que penso,

    “Você acredita que existe a verdade?”


    O que entendo por verdade
    Ricardo Gondim

    Entre os diversos constrangimentos que passei nos últimos anos, o mais aborrecido aconteceu em um restaurante. Fui a um almoço achando que era um encontro de amigos. Na verdade, não passou de pretexto para uma sabatina. “Você acredita que existe a verdade?”. A pergunta, feita entre uma conversa trivial, pretendia ser um xeque mate. Se respondesse sem gaguejar, passaria no teste. Se hesitasse, seria escanteado. Não sei o que meu companheiro pensou. Mas aquela foi a última ceia junto daquele que eu considerava, minimamente, um amigo.

    De lá para cá, ainda estou em dúvida: o que ele pretendia? Eu lhe disse que  fujo da pretensão de que existe uma verdade “pura”. Que está dada e que espera que eu descubra como um Colombo. Não guardo qualquer pretensão de  chegar à verdade absoluta sobre qualquer coisa. No estudo exaustivo de qualquer tema, apenas escancaro a minha ignorância.


    Ninguém sabe tudo sobre Machado de Assis,  matemática, física quântica ou futebol. O arroubo teológico de possuir a verdade pela correta dissecação de um texto bíblico é tontice. Não há nenhum sistema que abarque a verdade sobre Deus.


    Ao preocupar-me com problemas éticos e práticos de meu compromisso humano,  saberei me manter flexível nos pressupostos teóricos. Ao lidar com pessoas reais, que vivem problemas reais, que fazem perguntas reais, reconhecerei que a vida transborda para além dos sistemas de pensamento.


    Teologar é assumir compromisso de jamais considerar que as afirmações teóricas estão acima da vida. As questões “duras” de nossa contemplação devem coincidir com as que  dizem respeito às pessoas. Que as pessoas nos intriguem, não teorias livrescas. O teólogo tem que ser, antes de tudo, um realista. Realismo: esforço de trazer para perto da vida, coração e mente; isto é, emoção e razão. O Logos, o Verbo, se fez carne. No cristianismo vimos, tocamos e cheiramos a verdade encarnada, não pensada.


    O conhecimento do Verbo não se restringe ao racional. Ele foi uma pessoa. O conhecimento de Deus extrapola o cogito moderno. Cristianismo é sinônimo de compromisso, comunhão, solidariedade e busca da justiça. A obediência da fé tem mais possibilidade de compreender os mistérios de Deus que o estéril exercício da racionalidade.


    Teologia não se algema à letra do texto. O texto, analisável gramaticalmente, mata. Certas verdades só são captadas pelo espírito. Elas pulsam na esfera da sensibilidade. Só com um novo nascimento, uma iniciação indescritível, vê-se o que está no sobrenatural. Para apreender o mistério divino é preciso nadar no rio que não dá pé. Encontram Deus os que voam com asas de águia. O Espírito batiza, mergulha no amor aqueles que buscam a Deus..


    Só arranhamos a superfície do conhecimento de Deus, mesmo quando caem viseiras espirituais, rasgam-se máscaras da soberba e rompem-se vícios da linguagem.
    Teologia não dá livre acesso ao sucesso. Quem acredita nisso vira carreirista; e seu fim será a perversidade. É preferível a discrição ao aplauso, o exílio aos holofotes. Melhor amargar o abandono a conviver com gente que embarca no sucesso passageiro das ideias simplórias.


    Não se faz teologia para gerar adeptos, mas para transformar o próprio teólogo. O processo que articula ideias sobre Deus não pode desencadear intolerância, soberba, exclusivismo. Essa sabedoria merece ser descartada como demoníaca.
    Teologia não pode ensimesmar. Pensar com liberdade significa vigiar para que vantagens, amparos, privilégios, não impeçam a alma de ser compassiva. É fácil abstrair sobre o sofrimento universal enquanto se vive em zona de segurança.


    Se o projeto de Deus para a humanidade inclui o câmbio de corações de pedra em corações de carne, então que o processo comece por aqueles que compreenderam essa verdade. O teólogo molha os textos de lágrimas, impregna seu discurso com misericórdia, calça a história de ternura.
    Conhecer a verdade significa dispor-se a caminhar ao sabor do vento; atirar-se a um navegar impreciso, trabalhar constrangido pelo amor e vivificado pela graça. O bom pensador enlaça a fragilidade com a bem-aventurança da mansidão –  e com ela herda a terra.

    Desde aquele dia ainda não sei se consegui contentar o meu interlocutor no almoço. Agora, com tempo, posso afirmar: em verdades assim eu creio.

    Soli Deo Gloria

    Confiar Desconfiando

    Era um sábado pela manhã quando cedi à tentação de ligar a televisão. Todos ainda estavam dormindo. Sem TV a cabo, zapeei pelos canais abertos a procura impossível de algo interessante.
    Parei para assistir um pastor “evangélico” fazer a sua exposição “nada” bíblica. Estava com um bonito livro na mão, uma Bíblia, à qual ele atribuía o poder de, se os compradores dessem atenção aos comentários de rodapé, ficarem ricos. Continuou dizendo que se nós, telespectadores, não tínhamos uma vida de devoção à igreja, de forma que não investíssemos nossos recursos nela, igreja (com “i” minúsculo mesmo), estaríamos vulneráveis aos ataques do “gafanhoto migrador” (figura que simboliza a devastação de nosso bens materiais como fruto de maldição) devido a porta que, pela falta das ofertas na igreja, abriríamos ao diabo.
    Fiquei pasmo! Como pode alguém em rede nacional, apelar ao medo para conseguir dinheiro, manipular a fé das pessoas para conseguir realizar os seus sonhos megalomaníacos.
    Pensei em mim e em outros tantos amigos que tentam a duras penas exercer um ministério sério. Quase me canonizei…
    Mas pensei um pouco mais. Nunca pedi dinheiro dessa forma, nem lancei mão do citar maldições como o pastor o fizera, mas já usei o medo para conseguir algo de uma pessoa, já criminalizei o mundo e desviei a minha culpa culpando estruturas espirituais, já fui pedra de tropeço para a fé de mais novos pura e simplesmente para vencer uma discussão religiosa.
    Pedi perdão na hora. Primeiro por me achar um santo em relação àquele homem; segundo, por me lembrar que também manipulei a fé de outros para conseguir algo para mim ou meu ministério.
    Fé é algo sagrado. O coração das pessoas também.
    Manipular a fé de outrem para que gravitem em torno de alguém ou de uma instituição é pecado.
    Muitas instituições fazem com que as pessoas vivam em função delas. Geram, assim, indivíduos tímidos em relação à vida, dependentes em relação à fé e confusos em relação a si mesmos.
    A Igreja existe para viver em função das pessoas, gerando pessoas autônomas que sabem viver a vida como um todo de um jeito cristão e, cuja fé madura, sabe discernir entre o bem e o mal sem a necessidade de um tutor.
    Assim, pastor é um guia espiritual para o rebanho e não um oráculo ao qual devemos obediência irrestrita. E ele não guia sozinho, o faz com a ajuda dos irmãos mais maduros na fé, todos guiados pelo Espírito Santo à luz das Escrituras.
    Portanto, gente querida, confiem mas desconfiem. A régua é a Bíblia Sagrada. A chancela é o Espírito Santo que habita nossos corações. Tudo o mais está comprometido pelo pecado, uns mais, outros menos.

    5 dicas para conquistar um homem!

    Não estranhem! Estou escrevendo esse post para tentar amenizar a forma vergonhosa como as mulheres estão tentando atrair os homens hoje em dia.

    1- Seja discreta! Antes que seus enfeites sejam externos, enfeite seu interior. O que você é fala muito mais alto do que o que você usa, não seguir essa máxima, é pedir para ser usada. Tenha a aparência de uma mulher e não de um objeto. Parece que não, mas sobriedade atrai gente sóbria e vulgaridade atrai gente vulgar.

    2- Não se rebaixe. quem muito se abaixa... então, tenha postura, não fique mendigando amor de ninguém, amor próprio é pré requisito para ser amada. Se você não se ama, quem vai ser o louco que vai te amar? Homens detestam grudes, então saiba que o "timming" é essencial.

    3- Fale somente o indispensável! Homens gostam de mulheres misteriosas. Num país onde as mulheres só não mostram o útero porque é anti-estético pessoas equilibradas tem uma grande vantagem. Lembre-se quem fala muito tem perturbação, já dizia o provérbio.

    4- Seja uma parceira! O ditado diz que por trás de um grande homem sempre existe uma grande mulher! Eu digo que "ao lado" de grandes homens, existem sempre grandes mulheres! Você não é inferior, foi chamada para ser ajudadora! Esse tratamento a bíblia só dá a duas pessoas, a mulher e ao Espírito Santo. Um homem sem uma parceira troca os pés pelas mãos com uma facilidade imensa.

    5- Inteligência e personalidade! Não abra as pernas para provar nada a ninguém. Homens são mestres em pedir provas de amor em formato sexual, não caia nessa, se cair, será apenas mais um troféu na galeria do manolo. Não negocie os valores cristãos por nada, o cara pode ameaçar da forma que ele quiser, seja firme!

    Ah, não ceda ao julgo desigual. visões diferentes trazem divisão. relacione-se com quem tem aliança com Deus, caso contrário, as consequências podem ser funestas.

    E no mais, tudo na mais santa paz!

    Pr. Márcio de Souza em seu blog

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